Observatório De Ciência, Tecnologia E Inovação (OCTI) Apresenta Relatório Da Ciência Brasileira De 2015 A 2020.

Observatório de Ciência, Tecnologia e Inovação (OCTI) apresenta relatório da ciência brasileira de 2015 a 2020.

Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) disponibiliza o 1º Boletim Anual do OCTI

De acordo com o site do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE, 2021) o Observatório de Ciência, Tecnologia e Inovação (OCTI), que é desenvolvido pelo CGEE, tem como objetivo monitorar o estado da arte, as tendências e os sinais emergentes relacionados ao ambiente de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Assim, atuam de forma a mapear importantes dados, não apenas no Brasil, como também a nível global, para embasar a formulação e avaliação de programas e políticas governamentais nessas áreas.

Dessa forma, foi lançado no mês de junho deste ano o boletim anual do OCTI, intitulado “Panorama da ciência brasileira: 2015-2020”. O relatório que possui 200 páginas é dividido em 5 grandes capítulos: 1) Produção científica brasileira no cenário global nos últimos seis anos; 2) Mapeamento temático da ciência brasileira (2015 a 2020); 3) Produção científica sobre coronavírus e Covid-19; 4) Indicadores de inovação: novos desafios; e 5) 5. Desafios para o Observatório de CTI: considerações finais.

Produção científica brasileira no cenário global nos últimos seis anos

Neste capítulo apresentam-se dados e informações sobre a produção científica brasileira, posicionando-a também em relação à produção global. Sendo assim, pontuam ainda informações relativas à participação brasileira por área de pesquisa e apresentam um levantamento sobre a colaboração internacional nessa produção.

Nesse sentido, destacam a importância desse tipo de relatório uma vez que as revistas cientificas são apresentadas como ferramentas de divulgação da ciência. Assim, são capazes de atuar como um repositório de informações qualificadas e atualizadas.

A constatação do relatório é que a pesquisa brasileira tem acompanhado o ritmo da global, sobretudo, indo além. Isso porque os dados apontam um crescimento de 32,2%, enquanto a global refere-se a 27,1%.

Informações sobre as áreas de pesquisa e suas principais tendências são detalhadas no relatório.

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Fonte: canva

Mapeamento temático da ciência brasileira (2015 a 2020)

Para a análise da produção científica brasileira, foram definidos três níveis de análise: Global, Temático e Tendências.

Foram analisados mais de 320 mil documentos da ciência brasileira, que possibilitaram analisar as áreas de acordo com cada ano considerado, assim, vários mapas e tabelas são disponibilizados para expor as informações.

O cluster temático com maior participação foi o da área da Educação, onde a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sobretudo, é apresentada como a 3ª instituição com maior número de autores vinculados.

As 5 áreas mais expressivas dentro desse cluster identificam tendências já conhecidas pelos pesquisadores e bastante distintas entre si: 1) Educação e pesquisa educacional; 2) Linguística; 3) Ciência da informação e Library science; 4) Negócios e Economia; e 5) Outros tópicos de artes e humanidades.

Nessa parte do relatório, ainda consta uma separação de “Nota de especialista” que aborda “Educação e pandemia: o que aprendemos, novos cenários e perspectivas”. Assim, eles discutem sobre o impacto das desigualdades sociais, o direito a educação, o papel da tecnologia e as iniciativas inovadoras que têm sido aplicadas para mitigar esses desafios.

Produção científica sobre coronavírus e Covid-19

Dentro dos 21 clusters temáticos identificados pelo OCTI como aqueles que mais se expandiram até dezembro de 2020, foram analisados mais de 450 artigos em cada, apresentando contribuições importantes para aperfeiçoar a capacidade de resposta dos países diante da crise sanitária. O relatório destaca que além da saúde, impactos econômicos, sociais e políticos foram importantes direcionamentos das pesquisas sobre a pandemia.

Assim, além de conhecidas áreas ligadas a temática – tais como: Saúde mental, Epidemiologia geral e Imunovirologia – destacam-se áreas como Educação e trabalho, Direitos e Violência, Impactos e mudanças climáticas, Impactos econômicos e sociais e até mesmo Mídias sociais e fake news.

Para quem se interessar, o relatório disponibiliza nuvens de palavras com as principais áreas abordadas nos principais clusters.

Indicadores de inovação: novos desafios

Devido as características diversificadas da população, o relatório pontua a complexidade em se pensar em políticas que contemplem abrangentemente as necessidades sociais. Assim, reiteram a importância de dados capazes de estabelecerem um ambiente propício ao desenvolvimento científico, tecnológico e à inovação, que seja dinâmico e compatível com as prioridades e necessidades da sociedade brasileira.

Dessa forma, com expectativa de análises que sejam capazes de contemplar esses aspectos, o Observatório tem investido em desenvolver indicadores que possam auxiliar a compreensão das especificidades e a entender a dinâmica da geografia da CT&I no Brasil.

Pontuam, sobretudo, que a inovação não pode se restringir apenas ao setor produtivo.

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Fonte: canva.

O desafio de entender a dinâmica e de mensurar inovações em setores que não as empresas é de elevada relevância, particularmente em um País como o Brasil, com características e realidades tão díspares entre as unidades federativas. (OCTI, 2021, p. 156)

 

 

 

Desse modo, destacam que não necessariamente deve ser deixado de lado o fomento ao processo de inovação nas empresas, mas chamam a atenção para a importância de inovações nos setores “Governo”, “Organizações sem fins lucrativos que servem as famílias” e “Famílias”. Portanto, destrincham as estatísticas desses setores contemplando suas evoluções, tendências e até legislações.

Desafios para o Observatório de CTI: considerações finais

O relatório afirma que a diversidade do território nacional é um desafio constante na formulação de resultados, isso porque cada região possui suas especificidades, e, portanto, uma diferenciação na relevância de indicadores.

De toda forma, pontuam que a ciência acompanha essa diversidade. Os resultados desse mapeamento indicam que a ciência brasileira não é uma estrutura única com diferentes ramos de especialização, sendo, na verdade, várias ciências com objetivos compartilhados. Portanto, iteram que “As pesquisas […] mapeadas não se orientam somente às suas zonas disciplinares, mas dividem intenções e interesses difusos, formando um grande e vivo emaranhado de esforços para ultrapassar a fronteira dos conhecimentos” (OCTI, 2021, p 169).

Fonte

Para acessar o relatório, clique no link: OCTI apresenta relatório da ciência brasileira de 2015 a 2020

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Carlos Marcelo Faustino

Contador pela UFMT, estudava sobre ecossistemas empreendedores desde a graduação, mas se descobriu na área quando fundou e foi gestor do Núcleo Criativa da Ativa Incubadora de Empresas. Atualmente mestrando em Engenharia e Gestão do Conhecimento, integrante do VIA Estação do Conhecimento.

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