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Candy Innovation Model – Gestão do Fluxo de Inovação

O Candy Innovation Model é um modelo de gestão do fluxo da inovação que foi apresentado em forma de artigo em 2017 na 34ª conferência mundial de parques científicos e áreas da inovação. Esse evento, que foi promovido pela IASP (International Association of Science Parks and Areas of Innovation), ocorreu em Istambul. Os seus autores são Josep M. Piqué, Xavier Marcet, Anna Majó e Francesc Miralles.

Candy Innovation Model

candy innovation model

O Candy Innovation Model é uma ferramenta que permite a qualquer empresa ou instituição organizar a inovação. Assim permitindo gerenciar desafios e estimular idéias. Pois o modelo estimula o desenvolvimento de protótipos e valida a escalabilidade local ou global. O modelo combina novas ferramentas com as já existentes (como design thinking, modelo lean e o business model canvas). O modelo é baseado na definição de desafios da inovação. That way, os desafios servem para focar os esforços em estabelecer uma conexão entre estratégia e inovação. Os desafios estratégicos são a origem da inovação. Thus, se não há desafios, não há inovação.

O que são desafios da inovação?

Os desafios podem ser problemas, oportunidades ou aspirações. Para serem identificados, é necessário debater e desconstruir a ortodoxia das ações das organizações, identificar tendências a médio prazo, procurar por necessidades dos clientes e entender restrições (legais, tecnológicas, financeiras, etc.).

O que é feito com os desafios?

Após a identificação dos desafios, o modelo utiliza uma série de filtros para que, de forma linear, o modelo auxilie no fluxo da inovação. O primeiro filtro tem como função considerar o impacto desses desafios no desenvolvimento estratégico. Quantas pessoas serão impactadas por cada desafio? Quais recursos serão utilizados para superar? Quanto tempo cada um desses pontos demandará? Entre outros aspectos.

 

Ideação

A fase de ideação tem a missão de gerar idéias para nos ajudar a resolver os desafios que identificamos. O processo de ideação procura muitas idéias para terminar de selecionar as poucas que acreditamos realmente servir para resolver o desafio da inovação que propusemos. É muito importante ter um grande volume de idéias, pois muitas serão descartadas. É possível também executar vários processos para obter idéias para ajudar a resolver desafios.

O que é feito com as ideias?

As ideias passam por um segundo filtro, que dessa forma é utilizado para selecionar dentre todas as idéias enviadas, uma verdadeira oportunidade para resolver o desafio da inovação proposto. Thus, esse filtro tem uma primeira parte da avaliação qualitativa com base nas condições da ideia selecionada. As condições podem ser impedimentos organizacionais, legais ou financeiros, podendo incluir também fatores políticos e lideranças do projeto.

Desenvolvimento

A fase de desenvolvimento é a etapa da exploração. Nesta fase, é avaliada a proposição de valor, interação com usuários reais e modelo de negócios (ou sustentabilidade econômica). Esta fase é em si uma fase de mitigação de riscos. That way, o objetivo é ver o potencial real da ideia para solucionar o desafio e qual nível de risco é assumido. Gerenciamento de inovação é gerenciar riscos.

O que é feito com o desenvolvimento?

Um terceiro filtro é aplicado. Esse é o último filtro e decide quais projetos devem ser dimensionados e quais não. Projetos que podem se recusar a retornar ao estágio de desenvolvimento ou declinar definitivamente. Todos os projetos fornecem experiência e conhecimento à equipe e à organização. A inovação é um processo de aprendizado.

Escalabilidade

A escala é a última fase do Candy Innovation Model. That way, para prosseguir com o dimensionamento da proposta de valor, é realizado um plano de implementação. As pessoas responsáveis pelo plano de escalabilidade não coincidem necessariamente com as mesmas pessoas responsáveis pela fase de desenvolvimento.

Para saber mais, acesse o artigo original clicando AQUI.

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Lúcio de Souza Silva

Graduando em Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de Santa Catarina. Entusiasta de qualquer atividade relacionada a inovação e tecnologia.