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O que são pré-incubadoras?

Pré-incubadora é um ambiente que oferece suporte a empreendedores para transformar suas ideias de negócios em empresas formalizadas juridicamente por meio de ferramentas, serviços de consultoria técnica e mercadológica, mentoria, assessorias, cursos e apoio institucional além de networking e aproximação com entidades financeiras e de investimento (NORONHA; SANTOS; CASTRO, 2013; FERREIRA; TEIXEIRA, 2016).

O estímulo ao empreendedorismo vem se tornado um dos mais importantes mecanismos para o crescimento econômico. Entretanto quando se trata em tirar uma ideia do papel e transformá-la em negócio, são encontradas diversas dificuldades (principalmente no que se refere a gestão) e dúvidas por onde começar, prejudicando a sua viabilidade mercadológica e técnica (HACKETT; DILTS, 2004; TAVOLLETI, 2011).

O processo de incubação vem para auxiliar exatamente na transformação de uma ideia em negócio a partir do desenvolvimento de projetos e a realização de um plano de negócios. É importante ressaltar que os empreendedores nessa fase não possuem uma empresa formalizada, um produto/serviço/processo pronto a ser comercializado, nem um plano de negócios definido. A pré-incubação é destinada justamente para a validação da ideia por meio dos seguintes objetivos (FERREIRA; TEIXEIRA, 2017; SÃO PAULO ([20–]):

  • Verificar a viabilidade mercadológica e técnica do projeto de empreendimento;
  • Plano de negócios formalizado e consistente;
  • Produto ou serviço pronto para ser disponibilizado ao mercado (ou pelo menos um protótipo);
  • Empresa formalizada juridicamente e pronta para ingresso no processo de incubação;
  • Fomentar a cultura empreendedora através da promoção de capacitação e ações que reforcem o surgimento de novos empreendedores inovadores e consequentemente novos negócios inovadores de alto impacto e alto potencial de crescimento (FERREIRA; TEIXEIRA, 2017; SÃO PAULO, ([20–]).

As vantagens de estar inserido na pré-incubadora são (NASCIMENTO; JUNIOR, p. 89, 2011):

  • Utilização da infraestrutura da pré-incubadora;
  • Acesso à rede de contatos;
  • Credibilidade por estar inserido na pré-incubadora;
  • Compartilhamento de um ambiente altamente empreendedor;
  • Orientações empresariais com um custo baixo;
  • Compartilhamento de riscos;
  • Acesso às fontes de fomento público e privado;
  • Fluxo de conhecimento.

Diferente do processo de incubação que tem como o seu público-alvo as empresas já formalizadas e com um plano de negócios elaborado, a pré-incubação se torna um passo anterior, auxiliando exatamente na constituição do negócio para que ele esteja apto a incubar ou até mesmo se inserir diretamente no mercado. É importante ressaltar também que o processo de pré-incubação pode estar inserido em uma incubadora e não somente em uma pré-incubadora, já levando em consideração que o próximo passo seja a incubação (FERREIRA; TEIXEIRA, 2017).

Portanto, a criação desses ambientes que potencializam e auxiliam os empreendedores a darem o primeiro passo no seu negócio, tornam-se relevantes em um país que segundo dados da Endeavor (2017), 86% das empresas ainda não conseguem cumprir todas as normas existentes e que está entre os 15 piores países do mundo quando se trata em abrir novos negócios.

Quer saber mais sobre pré-incubadora? A VIA possui um e-book e o livro Innovation habitats: concept and practice! Confira!

Quer saber como uma pré-incubadora funciona na prática? Acesse o nosso artigo que traz como case o Cocreation Lab, a pré-incubadora do Centro Sapiens em Florianópolis!

Quer saber onde eles estão? Acesse nosso mapa aqui!

Núcleos de Inovação Tecnológica

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Referências Bibliográficas

FERREIRA; Maria Carolina Zanini; TEIXEIRA; Clarissa Stefani. Pré-incubadora: Alinhamento Conceitual. Florianópolis: Perse, 2017. 21p. Disponível em: <http://via.ufsc.br/wp-content/uploads/2018/05/e-book-pre-incubadora.pdf>. Acesso em: 06 jun. 2018.

_____. Terminologia de habitats de inovação: Alinhamento Conceitual. Florianópolis: Perse, 2016. 51p. Disponível em: <http://via.ufsc.br/wp-content/uploads/2018/04/terminologia-de-habitats-de-inovacao.pdf>. Acesso em: 06 jun. 2018.

ENDEAVOR. Índice de Cidades Empreendedoras. [S.l.], 2017. Disponível em: <https://d335luupugsy2.cloudfront.net/cms/files/6588/1512651268AF-REAL-ICE-2017-web.pdf>. Acesso em 06 jun. 2018.

HACKETT, Sean M; DILTS, David. A Systematic Review of Business Incubation Research. The Journal of Technology Transfer, v. 23, p. 55-82, 2004.

NASCIMENTO, Décio Estevão; JUNIOR, Silvestre Labiak. Ambientes e dinâmicas de cooperação para Inovação. Aymará: Curitiba. 2011.

NORONHA, Nayara Silva de; SANTOS,Thaís C. de S. Santos; CASTRO, Cleber Carbalho de. Estratégias das Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica para Mitigar as Incertezas da Ação Empreendedora. In: ENCONTRO
DE ESTUDOS EM ESTRATÉGIA, 11., 2013, Bento Gonçalves, RS.15 p. Anais…Bento Gonçalves,2013. Disponível
em:<http://www.anpad.org.br/diversos/trabalhos/3Es/3es_2013/2013_3Es147.pdf>. Acesso em: 6 jun. 2018.

SÃO PAULO. Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo. O que é um ambiente de Pré-Incubação. [S.l.], [20–]. Disponível em: <http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/trabalho/empreendedorismo/pre_incubacao/index.php?p=38454>. Aceso em: 06 jun. 2018.

TAVOLETTI, Ernesto. Business incubators: effective infrastructures or waste of public money? Looking for a theoretical framework, guidelines and criteria. Journal of the Knowledge Economy, v. 4, n. 4, p. 423-443, 2011.

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Maria Carolina Zanini Ferreira

Possui graduação em Relações Internacionais pela Unicuritiba (2013). Atualmente é mestranda em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (PROFNIT) pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e terminando seu MBA em Gestão de Projetos pela Universidade de São Paulo (USP).

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