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Alunos da UFSC unidos por uma SMART UFSC!

Começou mais uma edição do SMART UFSC!

A cada semestre, alunos de graduação matriculados na disciplina Innovation Habitats, da Universidade Federal de Santa Catarina, recebem a tarefa de criar projetos para transformar a universidade e seu entorno num ambiente mais “inteligente” (veja aqui como foi a última edição). Esse trabalho é desenvolvido a partir da visão de Smart Cities, a qual tem por base uma relevante combinação de atitudes decisivas, independentes e conscientes de seus diferentes atores para transformar a cidade em um ecossistema urbano inovador.

Para a realização desse trabalho, o Grupo VIA possui metodologia própria, fundamentada em pesquisa e experiências anteriores. Primeiro os alunos se aprofundam no conceito de Cidade Inteligente por meio de aula expositiva e estudos com material de apoio (artigos científicos e ebooks). A essa altura, conhecem as seis dimensões inteligentes: economia, pessoas, mobilidade, meio ambiente, estilo de vida e governança, incluindo seus indicadores e características. Um ponto basilar dessa etapa é estimular a consciência cidadã, quando os alunos são provocados a refletir sobre seu papel enquanto membro da sociedade.

Na sequência, sob orientação, a turma realiza diagnóstico da situação atual do campus e seu entorno, mapeando problemas ou pontos de melhoria em cada dimensão citada. A partir desse diagnóstico, grupos interdisciplinares menores trabalham na geração de soluções para resolver ou mitigar os problemas levantados. Cada grupo foca em apenas uma das dimensões, mas as atividades são colaborativas, de forma que o diálogo e trocas entre os grupos são incentivados.

Ideias propostas precisam ser fundamentadas com dados e informações para depois passar por validação, inclusive junto aos colegas e, se possível, junto à comunidade. Besides that, devem seguir requisitos específicos, como: não depender de investimento financeiro da universidade e ter tempo de implantação inferior a dois anos. Selecionada a ideia de cada grupo e dimensão com maior viabilidade e impacto, trabalha-se num canvas para desenvolver seu projeto.

Após a criação da proposta completa, incluindo todos os requisitos e informações, a turma faz a apresentação destas para um mini-banca. O trabalho dessa edição foi iniciado no dia 29 de setembro e será concluído com as apresentações no dia 20 of October. Com o andamento postaremos mais novidades.

Cidades inteligentes precisam de cidadãos inteligentes 🙂

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Ágatha Depiné

Advogada dissidente e apaixonada pelo conhecimento. Dedica-se a pesquisar o direito à cidade, o protagonismo cidadão, o conhecimento político e sua relação com o desenvolvimento social e urbano inteligente. Cidadã engajada em movimentos sociais para transformação urbana. Doutoranda e Mestra em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela UFSC. agathadepine@gmail.com