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Aceleradoras: ferramentas, metodologias e conexões

Grupo VIA se reúne em grupo de estudos para abordar a temática de aceleradoras

Duas vezes por mês o grupo VIA se reúne para debater sobre um tema relacionado aos habitats de inovação. Nesse sentido, o tema da vez foi a tipologia de aceleradoras 🙂

O artigo discutido foi o “Beyond ‘know-what’ and ‘know-how’ to ‘know-who’: enhancing human capital with social capital in an Australian start-up accelerator” dos autores Sett, Jones, Oppelaar e Zubielqui (Sett et. al, 2018). O texto foi publicado na Asia Pacific Business Review, revista que aborda acerca das questões relacionadas aos negócio nos países da Ásia-Pacífico.

Em suma, o artigo tem como objetivo verificar como ocorre a aprendizagem em um processo de aceleração, no que tange a combinação da educação formal (ferramentas e metodologias) e as mentorias. Com isso, saber como o capital humano é desenvolvido; como ocorre a agregação de valor através das mentorias; e saber se a variável de “saber quem” é tão importante quanto “saber o que” e “saber como”.

 

Método de Pesquisa

A pesquisa se caracteriza como sendo exploratória; descritiva e qualitativa. Assim, a abordagem ocorreu por meio de entrevistas semi estruturadas, a fim de explorar as percepções e experiências dos participantes das aceleradoras de startups. Portanto, foram aplicados questionários com 20 participantes de uma aceleradora universitária no sul da Austrália.

As perguntas buscavam instigar sobre os seguintes aspectos:

  • as expectativas dos empresários antes do programa;
  • como ocorreu o processo de aprendizagem;
  • as expectativas ao entrar no programa e o nível de aprendizagem.

Resultados

Aceleradoras de Startups são também chamadas de fábrica de startups e aceleradora semente. É uma organização que oferece programa de educação empreendedora para startups, de forma a evitar erro no gerenciamento de negócios iniciais (HOCHBERG, 2015). Isto é, são programas de duração limitada e que integram empresas nascentes ao ecossistema.

Essa tipologia também é adotada por indústrias que buscam inovar por meio da servitização. Ou seja, por meio de um processo de criação de valor pela adição de serviços aos produtos.

Know-what: Business Model Canvas

Grande parte do conteúdo que os participantes estavam procurando quando entraram no programa foi fornecido pela ferramenta. Além disso, proporcionou estrutura e esboço do que precisavam fazer para abrir seu negócio. Ainda que, alguns tenham identificado a ferramenta voltada para ideias muito iniciais.

Know-how: abordagem Lean Startup

A método visa ajudar a desenvolver um mínimo produto viável (MVP) e também, a envolver clientes e os principais stakeholders. De fato, auxiliou os empreendedores a avançarem mais facilmente e progredir no desenvolvimento da ideia.

Know-who: mentores, especialistas, networking, clientes potenciais e stakeholders

Os participantes destacaram o aspecto de pessoas como sendo responsável pela sua aprendizagem.

  • Mentorias: se mostrou benéfica, já que possibilitou aumentar sua rede de contato com especialistas. Outrossim, enriqueceu com a orientação na direção mais adequada em função da experiência de mercado;
  • Especialistas: facilitou o acesso as pessoas qualificadas e ao conhecimento específico;
  • Networking: proporcionou a aprendizagem de forma colaborativa e conhecer pessoas em eventos dinâmicos.

Os processos utilizando metodologias, ferramentas e mentorias são inter relacionados. Isso se justifica, uma vez que quando se conhece as pessoas que possuem conhecimento sobre o assunto, essas podem auxiliar na utilização das metodologias e ferramentas.

 

Referências Bibliográficas

HOCHBERG, Y. V. Accelerating entrepreneurs and ecosystems: The Seed Accelerator Model. Rice University, MIT & NBER. 2015.

SEET, P. S. et. al. Beyond ‘know-what’ and ‘know-how’ to ‘knowwho’: Enhancing human capital with social capital in an Australian start-up accelerator. Asia Pacific Business Review. v.24, n. 2, p. 233-260. 2018.

 

Veja nosso post conceitual das aceleradoras aqui 🙂

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Clarissa da Silva Flôr

Administradora pela UFSC, atenta às mudanças, à inovação e às diferentes formas de pensar. Técnica em meio ambiente que se preocupa com o futuro das pessoas e do planeta e percebe a pesquisa como uma forma de criação de conhecimento e evolução.

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