HABITATS DE INOVAÇÃO

METODOLOGIAS PARA HABITATS DE INOVAÇÃO

As metodologias para habitats de inovação se associam principalmente a implantação, operação, gestão e monitoramento dos ambientes. O grupo apresenta soluções para processos de pré-incubação, incubação, centros de inovação, living labs e ambiente maker.

Implantação, operação e gestão de processos de pré-incubação

As pré-incubadoras são habitats de inovação cujo principal objetivo é oferecer suporte aos potenciais empreendedores em fase de criação do seu futuro negócio ou projeto, ou seja, a fase de ideação. A transformação se dá por meio de um processo com metodologia que utiliza serviços de consultoria técnica e mercadológica, mentorias, assessorias, cursos e apoio institucional, além de networking e aproximação com entidades financeiras e de investimento.

O VIA mantem metodologia para o processo de implantação, operação, gestão e monitoramento de pré-incubadoras. A proposta, alinhada a metodologia CERNE, indica as diferentes etapas do processo de forma a transformar ideias em negócios. Como case, pode-se citar o o Cocreation Lab – pré-incubadora do Distrito Criativo de Florianópolis. Hoje o Cocreation Lab é um projeto com coordenação do Laboratório de Orientação da Gênese Organizacional da UFSC e está implantado em diferentes regiões de Santa Catarina.

Implantação, operação e gestão de processos de incubação

As incubadoras são habitats de inovação cujo principal objetivo é fornecer suporte para a validação de modelos de negócios para que seus produtos e serviços tenham inserção de mercado. A metodologia leva como princípio o alinhamento com o modelo de referência CERNE, idealizado pela ANPROTEC. A partir deste ponto, a metodologia VIA de incubação está organizada para se desenvolver em cinco etapas: sensibilização e prospecção; seleção; desenvolvimento do empreendimento; graduação e relacionamento com graduados; e gerenciamento básico. Cada uma destas etapas é estruturada em conjunto com o cliente, na forma de processos. Além disso, para cada processo são elencados procedimentos e anexos, os quais contêm modelos de documentos e evidências da execução do processo.

Implantação, gestão, operação e monitoramento de centros de inovação

O centro de inovação é uma comunidade que promove cultura inovadora e empreendedora, capacita pessoas para negócios e conecta agentes de inovação. A metodologia abrange passos desde a definição do comitê de implantação, criação de leis e normas jurídicas, criação de visão de futuro da região, mapeamento do ecossistema, elaboração do modelo de negócio e planejamento estratégico do centro, plano de ocupação, publicação de edital, e conexão de redes de mentores, investidores e prestadores de serviço dos centros.

Em conjunto com a Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS) do Estado de Santa Catarina, por meio da FAPESC, foi desenvolvido o modelo de gestão e operação dos, inicialmente, 13 centros de inovação públicos de Santa Catarina. O documento que baliza a atuação dos ambientes de inovação é chamado “Guia de implantação dos Centros de Inovação“. A partir deste documento é possível planejar, implementar e operar os centros de inovação do governo do Estado.

Uma parceria conjunta com a Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF) e a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), a Rede de Inovação de Florianópolis foi criada. A Rede é uma iniciativa pioneira no país e envolve a operação de centros de inovação municipais e privados. O grupo VIA desenvolveu o modelo de credenciamento e monitoramento dos centros de inovação de forma a alcançar as funções definidas para ecossistemas de inovação. A Rede tem como objetivo estimular a cultura de inovação e o empreendedorismo, ativar o ecossistema de inovação e gerar e escalar negócios inovadores em Florianópolis. Assim, já atuam em rede quatro centros de inovação alocados em diversas regiões do município.

Implantação, gestão, operação e monitoramento de Centros de Eficiência Urbana

CT&I para cidades inteligentes – estudo para implementação de centros de tecnologias aplicadas para a eficiência urbana é um projeto idealizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Innovación (MCTI), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Com o projeto foi definido o modelo de implantação e operação dos chamados Centros de Eficiência Urbana e sua rede – a RECEU. O projeto traz uma série de publicações sobre o tema que envolve o conhecimento acerca das cidades inteligentes e sua eficiência urbana, as políticas públicas associadas ao conceito das cidades inteligentes, o panorama brasileiro da legislação de cidades inteligentes, as práticas internacionais de cidades inteligentes, a Rede de Centros de Eficiência Urbana, a implantação e operação dos Centros de Eficiência Urbana e seus macroprocessos, as tecnologias para as cidades inteligentes, seus conceitos, fundamentos e aplicações, a avaliação da eficiência urbana das cidades inteligentes e as diretrizes de formação para a eficiência urbana de cidades inteligentes.

Implantação, gestão, operação e monitoramento de living lab

O objetivo principal de um living lab é dar suporte e orientação a empresas no teste e validação de seus produtos e serviços antes do lançamento de suas soluções no mercado, permitindo seu aprimoramento com base na experiência de uso dos usuários. A metodologia contempla desde o planejamento de um Living Lab (busca por stakeholders, infraestrutura mínima, ferramentas de seleção de usuários), descrição e modelo de operação (serviços complementares, análise de propostas, contrato com usuários) até o acompanhamento e qualificação (planejamento, métricas e gamificação) dos usuários do living lab.

É uma iniciativa da Rede Inovação de Florianópolis, em parceria entre ACIF, ACATE, PMF e apoio metodológico do VIA. Dez empresas fazem parte do primeiro ciclo do projeto com período de seis meses de testes em ambiente real – e com o público-alvo – de produtos que atendam a demandas existentes no município, a fim de validar os sistemas antes de serem comercializados. Saiba mais acessando a página do Living Lab Florianópolis.

O projeto se associa a sete passos de execução que consideram a realidade das conexões realizadas na cidade para “parcerizar” o uso da solução Waze Carpool, as expectativas dos gestores, as necessidades da região e a visão futura de tendências tecnológicas para smart cities, considerando a dimensão mobilidade.

Aplicação da metodologia desenvolvida para o Living Lab Agroinovação SC. O primeiro ciclo será operado junto à CEASA tendo como problema um dos desafios que surgiram no levantamento dos desafios da casa – resíduo orgânico.

Laboratório maker para prototipação

Ambientes maker são espaços para prototipação física ou digital de ideias. Nestes espaços, emprendedores, criativos, curiosos, pequenas empresas ou estudantes podem criar produtos ou projetos, por meio de protótipos de peças. A metodologia desenvolvida consiste num conjunto de processos e práticas que têm por objetivo desenvolver um projeto dentro do ambiente maker. Assim, em sua finalidade está a criação de um espaço e sua utilização para executar os processos definidos, aumentando a qualidade dos projetos e diminuindo o tempo necessário para seu desenvolvimento.

Localizado no parque de inovação Sapiens Parque, o espaço maker da VIA, VIAMaker, dispõe das ferramentas e suporte técnico para transformar seu conceito em realidade, como corte laser, impressora 3D, ferramentas para confecção de artefatos como canecas e botons e robótica. Trata-se de um ambiente para prototipação versátil, em parceria com empresas catarinenses como a Atto Educacional, Due Laser e Minibot, que oferece novas possibilidades para a realização de diferentes projetos.

Observatório VIA de Habitats de Inovação

O Observatório VIA de Habitats de Inovação é uma solução para analisar sistematicamente os desempenhos e resultados dos habitats de inovação de uma determinada região. Dessa forma, é possível estabelecer um panorama detalhado destes importantes atores do ecossistema de inovação, permitindo antever ações necessárias para potencializar este ecossistema.
O VIA, por conta própria, já tem esta solução implementada para o estado de Santa Catarina. Hoje o projeto se encontra na etapa de coleta de dados, para então elaborar os indicadores para cada uma das dez tipologias de habitats de inovação. Assim que elaborados, o VIA disponibilizará estes de duas formas, na página do projeto de forma resumido, e elaborando documentos de referência para exposição completa dos dados de cada tipologia. Assim, será possível que os demais atores do ecossistema catarinense entendam as dificuldades dos habitats de inovação junto ao ecossistema do estado. Então será possível que se iniciem ações para mitigar e, eté mesmo, sanar tais dificuldades.