Empreendedorismo -material De Escritorio

Empreendedorismo como metáforas

Abordagem evolutiva para o estudo do empreendedorismo

Quando falamos do empreendedorismo buscamos na literatura conceitos que se aproximem do que é o empreendedor. Desse modo, Bresilin (2008) coloca que empreendedorismo pode ser definido sobre o efeito que tem sobre a população. O empresário pode ser inovador criando incerteza e interferindo no equilíbrio do mercado (SHUMPETER, 1934).

Kizir (1997) coloca que a melhor definição se refere a capacidade de descobrir oportunidades. Nesse ínterim, o empreendedor tem skills específicas que o coloca a frente, antecipando possíveis ações na vida e no seu negócio. 

Nas discussões do grupo de pesquisa, VIA Estação conhecimento, debateu-se o tema empreendedorismo com os seguintes artigos:

O artigo que trataremos neste post é: a review of the evolutionary approach to the study of entrepreneurship.

Nesse artigo, Dermot Breslin faz uma analogia para que compreendamos que somos organismos vivos vivendo sob sistemas.

Nesse sentido, o autor compara as organizações com as teorias do evolucionismo. A revisão da literatura busca demonstrar que abordagem evolutiva é um meio de considerar os sistemas que vivemos. Assim, o autor faz uma comparação ao lamarckismo, darwinismo e neodarwinismo com o empreendedorismo. 

Discussões do texto

Lamarckism: uma doutrina que permite ao genótipo de um organismo individual herdar características fenotípicas.

Darwinismo: uma teoria casual da evolução em sistemas complexos  ou orgânicos, envolvendo a herança de instruções genotípicas por unidades individuais, uma variação de genótipos e um processo de seleção dos fenótipos consequentes de acordo com sua adequação ao ambiente.

Neo-darwinismo: uma doutrina que não permite que o genótipo de um organismo individual herde características fenotípicas.

Uma estratégia usada na aplicação da abordagem evolucionária para o estudo de organizações usa conceitos darwinistas ao construir analogias entre os princípios da evolução socioeconômica e os da evolução biológica.

Como resultado o artigo cita Low e Macmillan (1988, 157) com o intuito de se ter pesquisas orientadas por teorias sobre empreendedorismo, num movimento para “explicar, em vez de meramente documentar, o fenômeno empreendedor” tendo, neste sentido, mais foco no processo e no contexto. 

Autores como Nelson e Winter (1982) descreveram as “rotinas” organizacionais como regras de comportamento formal e tacitamente compreendidas, que são os blocos de construção de padrões previsíveis de comportamento. Warglien (1995) argumenta que as rotinas são boas candidatas para serem replicáveis, pois são herdáveis ​​dentro e entre organizações. Além disso, estão sujeitas a seleção e sofrem mutações por meio de evolução ou imitação.

Como legado

Breslin (2008) coloca ainda a necessidade de estudos que aprofundem o desenvolvimento da teoria do nível da empresa, desenvolvimento da teoria multi-level, e a investigação empírica.  Isso levaria a transferência de ideias entre as disciplinas que pode estimular percepções teóricas criativas em diversas abordagens. Além disso, pesquisas futuras que visem insights entre disciplinas precisam abordar essas preocupações. Em suma, para o autor, o campo do empreendedorismo se distanciou da figura, características e intenções dos próprios empreendedores para se concentrar mais em suas ações e resultados, alcançando uma “visão mais evolucionista das atividades empreendedoras”.

Quer saber mais sobre empreendedorismo? Acesse:

Bibliografia

BRESLIN, Dermot. A review of the evolutionary approach to the study of entrepreneurship. International Journal of Management Reviews, v. 10, n. 4, p. 399-423, 2008.

Kirzner, Israel M. “Entrepreneurial discovery and the competitive market process: An Austrian approach.” Journal of economic Literature 35.1 (1997): 60-85.

Low, Murray B. “Entrepreneurship: Past Research and Future Challenges.” Journal of Managemcnt v.14.2 (1988).

Nelson, Richard R. An evolutionary theory of economic change. harvard university press, 2009.

Schumpeter, Joseph Alois. The Theory of Economic Development: An Inquiry Into Profits, Capital, Credit, Interest, and the Business Cycle. Vol. 55. Transaction Publishers, 1983.

Warglien, Massimo. “Hierarchical selection and organizational adaptation.” Industrial and Corporate Change 4.1 (1995): 161-186.

 

 

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Milena Teixeira

Bibliotecária e Mestranda em Engenharia do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina, onde dedica-se a pesquisar centros de inovação e parques tecnológicos e científicos. Entusiasta da cultura de empreendedorismo e inovação, nas horas livres participa e faz a cobertura de eventos na área para o Grupo VIA.

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