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Bogotá Cómo Vamos e a mudança de cenário na Colômbia

A série Via na Colômbia apresenta como o país dos indicadores transforma a realidade de seus cidadãos por meio da Rede Cómo Vamos

Colômbia encanta com a coesão de ações em prol das cidades. Bogotá, popularmente conhecida como a cidade dos ladrilhos, apresenta ações que envolvem diferentes atores do ecossistema, principalmente para o desenvolvimento urbano. Seus desafios vêm sendo pauta de iniciativas que são desenvolvidas em rede, como por exemplo, a rede de cidades Cómo Vamos, lançada em 1998, com foco na qualidade de vida e na percepção dos seus cidadãos.

Na Colômbia, a qualidade de vida é definida como o acesso aos bens e serviços, que as pessoas têm e devem ter, para garantir o bem-estar e as condições básicas de vida e desenvolvimento, tanto individual como coletivo, de uma população e de determinado território.

O cenário colombiano nem sempre foi assim. Com taxa de homicídio de 80 mortes por 100 mil habitantes, Bogotá era conhecida pela violência em todo o mundo. As forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) demonstravam a insegurança de viver no país. Entretanto, com a nova constituição de 1991, as primeiras mudanças começam a ser realizadas no país. Em 1992, Jaime Castro (1992-1994), prefeito de Bogotá, se dedica a reverter a curva de criminalidade que em 1993 chega ao seu ápice. Em 1995, Bogotá é marcada pela gestão de Antanas Mockus (1995-1997) fazendo a segurança dos cidadãos ganhar força. Entretanto, alguns estudiosos não indicam a gestão pública como principal vertente de mudança da Colômbia. Foram as ações conjugadas que fizeram com que o país passasse do caos à referência mundial.

Em 1998, é lançada a Rede Bogotá Como Vamos, idealizada por entidades privadas, para realizar programas de avaliação e monitoramento da qualidade de vida urbana. Claramente, ao final dos anos de 1999, Bogotá se destaca pela ascensão substancial da percepção de segurança dos seus habitantes. Entidades privadas começam a fomentar a rede Cómo Vamos na Colômbia. Em Bogotá o movimento foi iniciado para promover uma cidadania ativa. As instituições mantenedoras são

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Colômbia no olhar de indicadores objetivos e subjetivos para transformar cidadãos cansados em incansáveis

Com 19 anos de atuação, a rede Cómo Vamos combina a análise dos indicadores técnicos (objetivos) e a percepção cidadã (subjetivos) que permite conhecer os resultados da gestão pública para melhorar a qualidade de vida na cidade.

Segundo Mónica Villegas – gerente de projetos da Fundação Corona – a rede também atua como espaço de discussão de políticas públicas, fomento de cultura da rede, medida sistemática dos recursos ao longo do prazo, retroalimentação das autoridades, informação ao cidadão do que está passando nas cidades, viabilidade da agenda pública. Segundo Villegas todos os temas que são importantes para a cidade são mapeados pela rede e assim levados ao conhecimento da sociedade.

Visivelmente, Bogotá tem maiores preocupações com segurança e a mobilidade, conforme indica Ernesto Cortés – Editor chefe do jornal El Tiempo, o que faz com que os indicadores correspondentes sejam de maior interesse e discussão da comunidade.

Em 1998, no governo de Enrique Peñalosa (1998-2000), Bogotá já realizava os informes de qualidade de vida com 166 indicadores técnicos para medir os avanços da qualidade de vida na cidade. Neste mesmo ano, Bogotá Cómo Vamos decide medir como os bogotanos percebem sua qualidade de vida. No entanto, desde 2002, três documentos são lançados anualmente pela a Rede:

A grande oportunidade para a cidade é a geração de informações que a rede apresenta para o ecossistema de cada cidade. currently, a Rede Cómo Vamos conta com diversos programas (Cómo Vamos Cali – 2005, Cómo Vamos Cartagena – 2005, Cómo Vamos Medellín – 2006, Cómo Vamos Barranquilla – 2007, Cómo Vamos Bucaramanga -2009, Cómo Vamos Valledupar – 2010, Cómo Vamos Ibagué – 2010, Cómo Vamos Pereira – 2011, Cómo Vamos Manizales – 2012, Cómo Vamos Yumbo – 2013, Cómo Vamos Cúcuta – 2014, Cómo Vamos Santa Marta – 2017, Cómo Vamos Aburrá Sur – 2017) que impactam 36 municípios (alcançando 37% da população que vive na Colômbia). Para o cadastro na rede, os municípios devem seguir as regras e ter ao menos os informes de qualidade de vida e a pesquisa de percepção cidadã. Villegas indica que hoje são 17 iniciativas cadastradas na rede e este número tende a crescer visto que há grande interesse das entidades em ter dados de suas regiões.

Quer saber mais? Acompanhe a Citizen Monitoring Network from the Florianópolis!

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